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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Em Treinamento

Então, fico um tempo sem aparecer, sem digitar, sem dar dicas e do nada apareço por aqui com a cabeça bombando, cheia de coisas pra contar e sem saber ao menos por onde começar! Vou tentar não deixar esse post confuso devido ao turbilhão de informações que quero despejar. 
Participei no mês passado de um super treinamento, o SUPERPOWER.(https://www.facebook.com/InstitutoFour?hc_location=timeline) Não vou contar detalhes aqui, mas sim instigar você que lê a participar. Pra mim foi muuuuiiito bom, muito bom, mesmo. No que consiste? Em um treinamento pessoal e vivencial, elaborado e aplicado pelo Instituto Four  Desenvolvimento Humano, ministrado por ótimos profissionais muito bem preparados e qualificados. O SuperPower mexe com todas as tuas emoções, trabalhando a tua postura perante a vida, perante as situações consideradas difíceis. Te coloca em uma prova de fogo, te prova que só você é responsável por aquilo que atrai e te dá todo o suporte para encarar novos desafios com garra. Sério, você sai desse curso com outra cabeça, com outra postura. É claro, não resolve todos os problemas da sua vida, mas desencadeia posturas e pensamentos que provocaram tais infortúnios, te da forças e armas para que você busque o que é melhor pra você. Deixo aqui bem claro que não é uma terapia em grupo. 
Quer saber mais? Visite http://www.institutofour.org. e se tiver possibilidade, participe. Fica a dica: o impacto é grande, mais vale muito a pena, pois os resultados são ótimos.
Pra mim, que trabalho com crianças e quero no próximo ano, essa é minha meta até março de 2014, começar a clinicar, achei válido e muito necessário participar do SuperPower. Eu precisava me "esvaziar". Precisava, digamos, ordenar meus pensamentos e me livrar de angustias, provar pra mim mesma que sou capaz de atender crianças em outras situações que não fossem simplesmente como babá. Se consegui? Estou em treinamento. Como disse anteriormente, o curso te dá armas para que você consiga superar seus medos e buscar seus objetivos. Mas você também tem que querer. É uma aprendizagem, um treinamento diário. Não é fácil se desapegar de antigas crenças, de velhos hábitos. Mas é possível. 
Mudando de assunto, quero pedir desculpas sinceras para as pessoas que tem me procurado através do facebook para trocar dicas e informações. Não tenho dado a devida atenção, as vezes vejo a mensagem muito tempo depois. Agradeço a todos que me contatam. Gente, não é descaso, afinal criei esse espaço com a intenção de expor minhas vivências e ideias, mas  jamais pensei em receber essas mensagens. Ando, pra variar, numa correria que acabo ficando sem tempo pra responder. Prometo, isso não vai mais acontecer! ;) Quero mais e mais mensagens!!! Tenho tanto ainda a aprender, tenho tanto a escrever e compartilhar! 
Mais uma meta para o próximo ano: manter o blog atualizado!


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Bag Novidade!


Gente, olha só que legal! Participei de uma feira no sábado aqui em Porto Alegre e adquiri uma Yogo Towel Bag https://www.facebook.com/pages/Yogo-Towel-Bag/498227213592267?fref=ts). O que é?? Um bolsa de soft que aberta, vira um tapetinho muito bacana! Pra você que adora ir a um parque ou praça para ler, ficar com os amigos tomando um mate (nós gaúchos!), pra você babá que leva seus pupilos na pracinha também é ótimo!! Eu adorei!! Tem várias estampas! São práticas e bonitas! Você cria um espaço aconchegante pra ficar com as crianças, amigos ou seu cãozinho de estimação! 

Pra quem é professora, e faz a hora do conto! É super útil. Você leva os livros, fantoches dentro da bolsa, depois abre e senta com os alunos no tapete para contar a história. Fica a dica!
No próximo mês será lançado a linha Yogo Towel Bag atoalhada, pra ir a praia, piscina! E eu vou adquirir uma também, com certeza!!! 


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cadeira de Praia - As Dicas da Mãe com Tempo

 "seja sincera, fale na hora mas com muita educação se vc não gostou quando ela pediu um prato tal em um restaurante, quando ficou sentada na única cadeira disponível na praia, ou quando vc teve que correr atrás do seu filho enquanto ela ficou horas sentada tomando café, porque é importante lembrar que mesmo cuidando do bem mais valioso que vc possui ela está trabalhando e em uma relação de trabalho os patrões podem chamar a atenção dos funcionários sem que isso represente um grande problema ou uma ofensa."
Pois bem, vamos lá, ela como mãe dedicada, escreveu para as mães "patroas", eu, como babá profissional, escrevo para as babás! 
Gostei do inicio: - "Seja sincera..." 
Digo o mesmo, seja sincera, mas acima de tudo, educada. Já dei essa dica em post anterior, antes de começar a trabalhar em uma casa deixe tudo muito bem claro. Questões salariais, horários, de trabalho e de intervalo, alimentação, caso contrário, agora vou ser bem direta, você vai se ferrar! Isso mesmo é você quem vai se ferrar! Se você não falar, quem contrata vai pensar que está bom pra você. Lembre-se: você não é parte da família, e sim uma funcionária. A família pode te tratar muito bem, eu sou muito bem tratada por todas as famílias que atendo, mas eu sei o meu lugar e não gosto que chamem minha atenção. 
Agora, sério, eu gostaria mesmo de observar uma dessas babás que ela cita. Só uma dessas que ficam sentadas na única cadeira disponível na praia ou que deixam a mãe correndo atrás da criança enquanto ela toma café! Têm?? Deve ter, né?! Tem louca pra tudo! 

Eu imagino essa mãe da seguinte forma: uma jovem senhora "muito bem casada"com um esposo extremamente ocupado e dedicado a sua profissão, mãe zelosa preocupadíssima com educação e boas maneiras do filho, além de ligadíssima em moda e viagens! De tão ocupada em ler revistas de moda, impressionar a sociedade e agradar o maridão, necessita levar a babá toda de branco (pra mostrar que tem babá) pra todos os cantos, praia, restaurantes, festas, consultas médicas porque a vida é muito corrida e ela não pode se estressar atendendo o filho.   

Meus devaneios... Não estou julgando a criatura e muito menos citando que ela não ame seu filho. Se ela é assim, e é feliz assim, problema dela, bom pra ela! Só desejo que ela, e todas as outras mães que necessitam do trabalho de uma babá as tratem com respeito e consideração. 
E se você babá tem o hábito de agir da forma como ela citou acima, por favor, te orienta! 
Eu sinceramente não gosto de fazer qualquer refeição junto a mesa com a família. Eu estou trabalhando!!! Não sou uma visita. E também não gosto de escutar conversas das famílias. São situações que realmente não me interessam. Prefiro fazer minhas refeições na cozinha, sozinha. 
Estou longe de ser a melhor babá do mundo e muito menos a melhor pessoa! Canso de escrever e desabafar aqui meus rompantes nos demais empregos. Mas como babá, sou requisitada, sim! E se você também quer ser, quer continuar atuando nessa função, vá cuidar da criança da melhor forma possível! Passe confiança para os pais no atendimento ao invés de ficar sentada na melhor cadeira da praia ou na melhor poltrona da casa, ok!? Senta a bunda na areia e vá montar castelinho! 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Os Nossos Direitos

Pela lei, tem que haver um dia de descanso na semana, descanso de 11 horas entre as jornadas e um intervalo no meio do expediente de no mínimo uma hora e no máximo duas para o almoço. Além das mensalistas, também são considerados empregados domésticos, cuidadores de idosos, motoristas, caseiros e babás.


Fica a dica:

Advogado esclarece dúvidas de nova legislação de empregados domésticos         


Direitos do Empregado(a) Doméstico(a)

Leia e exija seus direitos.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Eu Tenho Educação e Não Tenho Patrão

Ainda me baseando no post "Blog de Uma Mãe com Tempo", vou comentar mais um trecho do post da mamãe ex-blogueira. Primeiro quero citar aqui que de-tes-to a titulação Patroa. Eu não chamo nenhuma das mães para quem presto serviços como babá de Patroa! Chamo pelo nome mesmo, com respeito e educação. Me sinto à vontade assim. Me coloco de igual para igual. Fico, não diria indignada, sei lá,... mas acho tão... tão... pobre quando escuto coisas do tipo: -"Minha patroa foi viajar!", -"Minha patroa é muito boa pra mim!"  Eu não gosto! Não estou dizendo que não se possa dizer, mas sim que EU acho feio, acho baixo, acho pobre! A pessoa já está se rebaixando só na maneira como fala. "Ela é a Patroa, eu sou a Empregada." Isso tudo me remete ao tempo da escravidão, onde as negras que trabalhavam na casa grande tinham de obedecer de boca calada, sem remuneração, sem respeito, sem consideração alguma como ser humano que apenas tinha a cor da pele diferente da dos "Patrões"! Só que naquela época os negros tinham de se submeter a isso. Era obedecer ou ir para o tronco. Se eu vivesse naquela época, certamente morreria no tronco! Cito isso porque sou negra e também não deixo de ser empregada. Mas a minha postura faz toda a diferença! 
Bem, o tempo passa e algumas coisas ainda ficam. Em pleno século XXI, na minha humilde opinião, só não trabalha e estudo quem realmente não quer. As oportunidades estão ai. Eu mesma fiz diversos cursos gratuitos, ofertados pelo governo. Atitude é a palavra certa. Digo, não só a palavra, mas principalmente a postura. Você quer? Vá buscar! Ou fique ai atendendo a "Patroas" para o resto da vida. Se você não se qualifica sempre dará motivos para que existam pessoas com este tipo de posturas: 
Uma outra experiência que achei bem interessante também foi contratar uma babá local. Em uma oportunidade quando fomos pra um casamento em Gramado eu decidi levar o meu filho de última hora e não tinha reservado hotel pra minha babá e achei super interessante a ideia de contratar uma local. (...)A babá que contratei era super bem educada, falava super direitinho e tinha o maior jeito com crianças então esta minha primeira experiência foi super positiva.
Gente... "super bem educada"... "falava super direitinho" ??? `Por favor!! Agora porque a criatura atua como babá não pode ser educada e falar corretamente! Isso surpreende!!?? Falar o português correto, sendo babá é surpreendente!!! Dica: já citada, mas agora reforçada, qualifique-se. Não é porque trabalha como babá que não há necessidade de estudar! Fale corretamente, leia bastante! Leia livros relacionados a crianças, a vivência com elas. Assista filmes interessantes. Aqui mesmo, no meu blog, tem uma lista de filmes sobre babás. A gente sempre aprende alguma coisa lendo ou assistindo a filmes. Não passe vergonha pronunciando ou escrevendo palavras com erros de português e, muito menos, mantenha essa imagem de que babá é pobre e ignorante! Faça isso por mim e por você mesma! ;)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Pronta para Comentar

Eis que chegou o momento e agora, me sinto um pouco mais a vontade para comentar, criticar e reverter as dicas publicadas para mães em dicas para babás do post "Blog de uma Mãe com Tempo". Não vou citar o nome da mãe que publicou suas experiências nem o nome do seu blog que, não por acaso, foi desativado. Não vejo necessidade de expor mais essa criatura, tão pouco de criticá-la como pessoa. Nem mesmo a conheço para isso. Mas, como babá, me sinto no direito de comentar suas "orientações".
Esse comentário, por exemplo: "Na minha opinião, em algumas ocasiões as babás são extremamente úteis, em outras são dispensáveis e em outras ainda são item de “terceira” necessidade. Enfim, acho que se bem ensinadas, elas podem quebrar um galho danado e nem sempre vão representar um novo integrante à família, porque pra mim família é pai, mãe e filhos e acho no mínimo estranho aqueles que tratam a babá como parte da família (desculpe-me quem pensa o contrário)."
Vem cá, ela tá falando de um ser humano de um microondas ou de um cachorro?!? Nem mesmo de um cachorro eu falaria dessa forma! Ai de quem se referir a minha cadela, Amora, desse jeito! Ensinadas?? A forma como ela se expressou, talvez nem tenha sido essa sua intenção, mas me parece que para ela é preciso adestrar uma pessoa para zelar por seus filhos. Senta, agora rola... fica de pé! Vai deitar!! 
Olha eu não sei onde ela foi buscar babás, mas eu sou profissional! Eu tenho família, e muito boa por sinal, não tenho necessidade nenhuma de me integrar em outra. Lá vai uma dica para você babá: Você TEM de ser profissional. A relação com os pais da criança tem de ser respeitosa e sincera. E quando eu digo sincera, é com relação as atividades que deverá executar e ao salário. 
Lembre-se, os pais das crianças NÃO estão interessados em sua vida, nas suas contas, nos seus problemas conjugais, familiares, financeiros. Você está na casa para trabalhar, atender as crianças em suas necessidades. Não está em um consultório psicológico. Isso não significa que não se possa ter uma relação de amizade, isso se assim eles, os pais, quiserem! Afinal, você é uma funcionária e não uma amiga de infância da mãe da criança. 
Então, siga essa dica para ter sucesso e ser indicada para outros trabalhos: seja discreta. Discrição é tudo! Em alguns momentos dentro da casa, é preciso fazer-se invisível. Percebeu que o casal começou um assunto que não lhe diz respeito, saia! Se estiver com a criança, pegue-á e vá para outro local da residência. Sem alardes. Simplesmente saia. Se tiver que informar algo para a mãe ou pai, diga que vai brincar no quarto, na sala, vai trocar a fralda se o seu pupilo ainda utilizar. 
Eu sei, é impossível (pelo menos pra mim) não se apegar as crianças das famílias para as quais se presta serviço. Eu amooo as crianças que atendo, mas nem por isso, me sinto um segunda mãe delas. Tenha isso bem claro em mente: você é a babá, não a mãe! Está na residência da família para a qual trabalha para atender a criança e cumprir o que os pais determinam e pensam ser bom para seus filhos. Você pode até não concordar com as determinações, mas não precisa expor isso, a não ser que a mãe pergunte o que você acha. 
Como babá, não somos menos importante que a mãe ou pai que são advogados, médicos, juízes, administradores, executivos. Nossa profissão é tão importante quanto a deles. Como os pais podem sair tranquilos de casa se não souberem que seus filhos estão bem cuidados? E quem cuida deles somos nós, Babá! Somos responsáveis por seres indefesos enquanto seus pais trabalham, passeiam, descansam, viajam. Portanto, seja tão profissional quanto eles. A única diferença é que nosso local de trabalho é dentro de uma residência e não em uma empresa, consultório ou escritório. 
Não terminei por aqui, eu vou comentar e aproveitar cada dica e, como citei acima, reverter as publicações em dicas para babás. Vejo agora aquele post como algo positivo. É bom saber o que algumas mãe pensam e como agem com profissionais como babás. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Quanto Vale uma Babá?

Neste mês recebi uma proposta de trabalho para babá com os seguintes "benefícios": cuidar de uma criança de 6 anos de idade para morar com a família, salário de R$ 850,00, uma folga por mês, e refeições "inclusas no pacote". Gente, R$ 850,00 para ficar a disposição 24h??? Sim, porque se é para morar, não vem com essa de que vais descansar a noite, se a criança precisar de algo de madrugada, é você, a babá, quem vai ter de auxiliar! Eu recebo quase isso atendendo 6h por dia!!! 
Então, você é ou quer ser babá? Vai ai uma dica: valorize-se! Se há famílias interessadas em seus serviços é porque tem mercado de trabalho nesta área e, pelo que ando lendo por ai, está cada vez mais escasso! Valorize-se sim, estabeleça um valor que seja bom pra você. Estabeleça um período de trabalho com determinado valor. Passou do período combinado, estabeleça novo valor! Mas também ofereça um bom trabalho, né minha amiga! Valorize-se, mas também faça tudo para ser valorizada. 
Vai outra dica: se aceitares trabalho como babá, entenda e deixa claro que você é babá, ou seja, você não é faxineira, cozinheira, passadeira... você é BABÁ. Está lá para atender crianças em suas necessidades, brincar, banhar, levar onde for, auxiliar em suas atividades rotineiras. A primeira coisa que deixo claro quando sou entrevistada por uma família é que não faço nada na residência além de atender crianças e arrumar suas coisas. Organizo quarto, guarda-roupas, brinquedos, corto, aqueço o alimento, lavo mamadeiras e todos os utensílios infantis, mas não limpo a casa. E faço isso quando a criança está dormindo.
Quero deixar bem claro aqui que nada tenho contra essas outras funções, mas penso que se entro em determinado local para executar tal tarefa e sou remunerada para isso, o resto é abuso! Se eu fosse cozinheira, não aceitaria cuidar dos pequenos da casa. Não sou sectária, busco não ser intolerante. Só penso que é quase impossível cuidar de crianças ao mesmo tempo que se tem de passar, lavar roupas, cozinhar e limpar a casa. Em que momento será possível dar atenção a uma criança tento todo esse trabalho para realizar?
Atender a criança não ficar sentada ao seu lado falando no celular com o namorado ou com uma amiga enquanto ela brinca! Você tem de interagir, brincar com ela. Sente-se no chão, entre na brincadeira, além de brincando, querendo ou não, você está participando da educação deste pequeno ser. Então, busque novas brincadeiras, aprenda cantigas de roda... Além do tempo de trabalho passar mais rápido, a criança vai se apaixonar por você. Isso eu garanto!